Chants de Capoeira



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Eu vou trainando

Eu vou treinando querendo melhorar

Eu vou treinando querendo aprender

E não se explica esse vicio de treinar

Tem gente que tem e gente querendo ter

 

Corô

Eu vou treinando querendo melhorar

Eu vou treinando querendo aprender

E não se explica esse vicio de treinar

Tem gente que tem e gente querendo ter

 

Quem quer seguir firme nesta caminhada

Não deve nunca esmorecer

Pois com certeza nessa estrada

Quem planta hoje amanhã tem o que colher

 

Corô

Eu vou treinando querendo melhorar

Eu vou treinando querendo aprender

E não se explica esse vicio de treinar

Tem gente que tem e gente querendo ter

 

E se faz frio treino pra esquentar

Se faz calor eu treino até ferver

Se estou feliz treino pra comemorar

E se for tristeza vou treinar pra esquecer

 

Corô

Eu vou treinando querendo melhorar

Eu vou treinando querendo aprender

E não se explica esse vicio de treinar

Tem gente que tem e gente querendo ter

 

Bom capoeira é feito de fundamento

Não só talento mas sim muito suor

Não leva a jeito treinando fica bom

Se leva a jeito fica ainda melhor

 

Corô

Eu vou treinando querendo melhorar

Eu vou treinando querendo aprender

E não se explica esse vicio de treinar

Tem gente que tem e gente querendo ter

 

E se vocé só treina pensando em corda

se essa é a sua motivação

escute amigo o que eu lhe digo ver se acorda

É na cabeça que fica a graduação

 

Corô

Eu vou treinando querendo melhorar

Eu vou treinando querendo aprender

E não se explica esse vicio de treinar

Tem gente que tem e gente querendo ter

 

Tá na hora de jogar

 

Tá na hora de jogar, vamos lá vadiar

 

Corô

Tá na hora de jogar, vamos lá vadiar

 

Eu vou, eu vou, vou vadiar

 

Corô

Eu vou, eu vou, vou vadiar

 

Quando chega a hora

Para mim é uma alegria

Eu pego no berimbau

E começo a cantoria

 

Corô

Tá na hora de jogar, vamos lá vadiar

 

Eu vou, eu vou, vou vadiar

 

Corô

Eu vou, eu vou, vou vadiar

 

Berimbau me convidou

Eu não posso recusar

Benzo logo meu corpo

E entro para jogar

 

Corô

Tá na hora de jogar, vamos lá vadiar

 

Eu vou, eu vou, vou vadiar

 

Corô

Eu vou, eu vou, vou vadiar

 

A roda passou do meio

Berimbau falou assim

O jogo termina agora

Mas a capoeira não tem fim

 

Pra quem vive capoeira

Quando o berimbau desarma

Dá uma tristeza no espírito

 

Corô

Tá na hora de jogar, vamos lá vadiar

Eu vou, eu vou, vou vadiar

 

Corô

Eu vou, eu vou, vou vadiar


 Espera maré baixar

 

Espera maré baixar

Espera maré descer

Desce dendê maré

Desce maré dendê

 

Corô

Espera maré baixar

Espera maré descer

Desce dendê maré

Desce maré dendê

 

Se a maré não tá pra peixe

Não é pra tu que vai estar

Se o jogo é pra graduado

Aluno novo vai ter que esperar

 

Corô

 

Na vida tem seu momento

Sua hora tem seu lugar

Às vezes maré de sorte

Às vezes maré de azar

 

Corô

 

Mas vale esforço na vida

Até mesmo na hora de errar

Quem não tenta, é verdade, não erra

Mas ganha que erra tentando acertar

 

Corô

 

Todo sofrimento tem sua recompensa

Toda luta o momento de glória

E no fim da tempestade

A maré vai baixar e surgir a vitória

 

Corô

 

A vida do capoeira

tem que esperar a maré baixar

Deixe o tempo te amadurecer

E o conhecimento chegar

 

Corô

 

A força do pensamento

Vai em busca de conhecimento

Só quem tem boas raízes

Poderá passar um bom ensinamento

 

Corô

 

 

Saudades da minha terra

Saudades da minha terra

Saudades do meu amor

Se hoje estou bem longe

Berimbau foi quem

 

Lê lê lê lê lê

La la, ê, la

 

Corô

Lê lê lê lê lê lê

La la, ê, la

 

Berimbau me conserdeu

 

Corô

ê la ê la

 

Um desejo da minha vida

 

Corô

 

Escolhi a capoeira

 

Corô

 

Como opção da vida

 

 

Eu sou poeta

 

Eu sou poeta tocador e cantador

Eu tenho orgulho de cumprir minha missão

Vou no caminho que a capoeira me ensinou

E que um dia marcou no meu coração

 

Se eu vou sozinho

 

Corô

Toco o berimbau

 

Se é duro o caminho

 

Corô

 

Se tem espinhos 

 

Corô

 

Mas vou

 

 

A mare, a mare

 

A mare, a mare me leva ao céu

A mare, a mare me leva ao céu

 

Corô

A mare, a mare me leva ao céu

A mare, a mare me leva ao céu

 

A jangada me leva

Pra outro lugar

Eu não sei onde eu vou

Nas ondas do mar

 

Corô

 

O chicote me corta

Me faz chorar

Eu não quero mais isso

Eu vou lá pro mar

 

Corô

 

Vou me embora da terra

Eu vou pro mar

No navio negreiro

Não vou mas voltar

 

Corô

 

Eu perdi a ração

Meu sofrimento

Por que a escravidão

Não ten fundamento

 

Xô xô meu canário

 

Xô xô meu canário

Meu canário é cantador

 

Corô

Xô xô meu canário

Foi embora o meu canario

 

Corô

 

Meu canário é cantador

 

Corô

 

Foi embora e vuou

 

Corô

 

Meu canario é da alemanha

 

Eu dei um nó na ponta

Eu dei um nó na ponta

No meio vou dar de novo

Na ponta foi nó-de-rosa

No meio boca-de-lobo

 

Corô

Eu dei um nó na ponta

No meio vou dar de novo

Na ponta foi nó-de-rosa

No meio boca-de-lobo

 

O capoeira que imagina

Sabe o nó que ele vai dar

Dá um nó esconde a ponta

P’ra outro não desatar

 

Corô

 

Você deu rasteira em cobra

Já deu nó até em goteira

Não venha dar nó cego

No meio da capoeira

 

Corô

 

Meu amor me deu um nó

Eu consegui desatar

Quero ver se ela desata

Nó direito que eu vou dar

 

Corô

 

Se Tiradentes soubesse

Desatar o nó da forca

Ele não morreria

Na Justiça lá da corte

 

Corô

 

Menino pegue sua corda

Antes de se baptizar

Dê na ponta um nó-de-rosa

Pra corda não desfiar

 

Corô

 Maria me prometeu


Um metro de pano é pouco 
Pra três moedas no bolso 
Vou falar pra Maria 
Ela sim faz o meu gosto 
Maria me prometeu 
Fazer meu abada


Corô

Maria me prometeu


Um pouquinho de iaia


Corô


Fazer meu abada


Corô


Maria trabalhadeira
ela faz com muito gosto
não mete a mão no dinheiro
nem mete a mão no meu bolso

 

Corô


Fazer meu abadá 


Corô


Prometeu vai ter que dar


Corô


Um pouquinho de iaia

 

Ai ai ai ai

 

Ai ai ai ai

São Bento me chama

 

Corô

Ai ai ai ai

 

São Bento chamo

 

Corô

 

Pra jogar capoeira

 

Corô

 

Pra jogar regional

 

 

Areia do mar

 

Areia do mar, areia do mar
o que você tem, para me contar

Corô

Areia do mar, areia do mar
o que você tem, para me contar


Onda que quebra na praia
quebrava no casco do navio
navio que trouxe de Angola
o negro para o Brasil

Corô


 

Vagando sobre o mar
chegava o tumbeiro
trazendo negros de batalha
de espírito guerreiro


Corô



Me conta de Pastinha
e de Bimba por favor
seu Pastinha na marinha
Mestre Bimba estivador

Corô



Areia que leva e traz
histórias de algibeira
vou visitar o Pero Vaz
aprender a história da capoeira

Corô



Dia dois de fevereiro
Bahia me chamou
lavagem do Bonfim
cidade de Salvador


 

Capoeira tem um farol

 

Capoeira tem um farol

Parece ate rada

Centro metros de distencia

Ouvi o berimbau tocar

Lê lê lêlêlê ô

 

Corô

Lê lê lêlêlê ô

 

Hoje a lua não brilhou

 

Hoje a lua não brilhou no céu,
Hoje meu berimbau não tocou,
Hoje meu pandeiro está mudo,
Hoje meu atabaque não falou.

Lê lê lê lê lê lê,
Lê lê lê lê lê ôô.
Lê lê lê lê lê lê,
Lê lê lê lê lê ôô.

 

Corô
Lê lê lê lê lê lê,
Lê lê lê lê lê ôô.
Lê lê lê lê lê lê,
Lê lê lê lê lê ôô.


Hoje meu mestre não veio pra roda,
Até quem não é de faltar faltou,
Hoje nem Bimba nem seu Pastinha
Veio pôr a bençao em seu jogador.

 

Corô

Hoje agachado ao pé do berimbau,
Confesso que eu não tive aquele axé,
Hoje a comunidade está mais triste
Sentindo a falta de Antonio Jacaré.

 

 

A Capoeira me ensinou a ganhar

 

Eu acordei , levantei bem cedo
Olhei pra a porta e vi uma carta na mesa
Dizia ela estava indo embora , corazao partido
Comigo na memoria
Mas tudo bem isso superar deccepçao na vida nunca vai se acabar
Graças a deus o meu grande pai
Uma rasteira tão grande eu não tomo mais

 

A Capoeira me ensinou a ganhar,

me ensinou viver 

me ensinou perder

Corô
A Capoeira me ensinou a ganhar,
me ensinou viver 
me ensinou perder


Despois de passar um tempo
Eu tinha certeza que era ilusão
Eu dei dinheiro dei amor dei carinho
No fundo soó recibi engratidão

 

 

Mora Iemanjá

 

Quando a mare baixa,
Vê lhe visitar,
Vê fazer devoção,
Vê lhe presentear.

No mar
 

Corô

Mora Iemanjá.
No mar
 

Corô

 

Vários negros foram pro Brasil,
Bantox Nagôs e Ioruba
Dentro de um navio negreiro
Deixando suas lagrimas correr no mar.


No mar
 

Corô


No mar
 

Corô


Sua lagrima que correu no mar,
Tocou no peito de Iemanjá.
Ela pode mudar a mare.
Fazer meu navio voltar para Guiné.

 

Saudade

 

Mas é quando dói aqui dentro do peito
E quando vem não tem jeito
Não há cac     haça que dê jeito
Nesta tal de saudade

Saudade, saudade, saudade

O da minha Bahia, oieeê

 

Corô
Saudade

Que me faz viver

Corô

Não me deixa escecer

Corô

Sonhei com você

Corô


Eu lembrei de você
Corô

Vou cantar pra você

 

 

Ai ai ai ai doutor

 

Ai ai ai ai doutor

General foi pro mar eu vou eu vou

 

Corô

Ai ai ai ai doutor

 

Na onda do mar eu tambem vou

Eu Vou esperar a lua voltar

 

Eu Vou esperar a lua voltar

Eu quero entrar na mata ê

Eu vou tirar madeira boa

pro meu berimbau fazer

 

Corô

Eu Vou esperar a lua voltar

Eu quero entrar na mata ê

Eu vou tirar madeira boa

pro meu berimbau fazer

 

Madeira boa é como amizade

É difícil de encontrar

Amizade eu guardo no peito

E da madeira eu faço meu berimbau

 

Corô

 

A noite chega eu entro na mata

Lua clareia para eu procurar

Jequitibá e Massaranduba

O Guatambu eu devo achar

 

Corô

 

Se Mestre Bimba estivesse aqui

Pra me ensinar escolher madeira

Eu entrava agora na mata

Tirava Ipê e Pau-Pereira

 

Corô

 

Na velha África se usava o Ungo

Nas grandes festas religiosas

O Quijenge no dialeto Imbundo

É o berimbau que conquistou o mundo

 

 

 

Navalha cortou navalha corta

 

Navalha cortou navalha corta

A navalha amolada é dificil de errar

Quando o corte é perfeito é dificil de curar

 

Olha o fio da navalha

 

Corô

Corto

 

Mais o fio da navalha

 

Corô

Corta

Sem capoeira nao posso viver

 

Sem capoeira nao posso viver

Sou peixe fora do mar

Passarinho sem voar

Dia sem escurecer

 

Corô

Sem capoeira nao posso viver

Sou peixe fora do mar

Passarinho sem voar

Dia sem escurecer

 

E, mesmo rastejando vou

agacho para jogar

peco ao berimbau que toca

e a Deus pra me olhar

 

Corô

 

E, posso ficar sem comer

nem agua eu beberei

sem capoeira nao fico

porque senao eu morrerei

 

Corô

 

E, peixe fora d’agua morre

o dia tem que escurecer

e eu sem capoeira

nao sei o que vou fazer

 

Corô

 

E,  sem passarinho sem voar

eu sem minha capoeira

passarinho bate asa

 

 

 

Vai comencar ê ê

 

 

Vai comencar ê ê vai comencar camara

A capoeira ê ê, a capoeira camara

 

Corô

Vai comencar ê ê vai comencar camara

A capoeira ê ê, a capoeira camara

 

 

 Foge pra camugerê

 

Aidê era uma negra africana,

Tinha magia no seu cantar

Tinha os olhos esverdeados

E sabia como cozinhar,

Sinhozinho ficou encantado

E com aide ele quis se casar

Eu disse: Aidê, não se case,

va pro quilombo pra se libertar, aidê!

 

Corô

foge pra camugerê

 

Aidê !!

Corô

 

No quilombo de camugere

Liberdade Aidê encontrou

Juntou-se aos negros irmãos,

Descobriu um grande amor

Hoje aide canta sorrindo,

Ela fala com muito louvor:

Liberdade não tem preço,

O negro sabe quem te libertou, Aidê !

 

Corô

 

Aidê !!

 

Corô

 

Sinhozinho que disse então

com o quilombo eu vou acabar

se Aidê não se casa comigo,

com ninguém ela pode casar

 

Corô

 

Aidê !!

 

Corô

 

Chegando em camugere,

Sinhozinho se surpreendeu

O negro mostrou uma arma,

Que na senzala se desenvolveu

O negro venceu a batalha,

E no quilombo sinhozinho morreu, Aidê !

 

Corô

Aidê !!

 

Corô

 

 

 

Sou um barco

 

Sou um barco

Na imensidão do mar

Com saudade do meu povo

Navego,navego, navego

Nas ondas do mar

Vento me leva pra lá de novo

 

Corô

Sou um barco

Na imensidão do mar

Com saudade do meu povo

Navego,navego, navego

Nas ondas do mar

Vento me leva pra lá de novo

 

Sou um barco na imensidão do mar

E um grão de areia no deserto

Uma estrela no céu sob o luar

Solta na imensidão do universo

 

Corô

 

Sou um barco no meio da tempestade

Água querendo me afogar

Mas eu aprendi com o meu mestre

Que um peixe tem que saber nadar

 

Corô

 

É o leme quem da a direção

Como um mestre que sempre dá noção

Mesmo navegando pelo mundo

Não esqueço onde fica minha nação

 

 

 

 

E mandigueiro, Foi mandiga nesse jogo

 

E mandigueiro

Poi mandiga nesse jogo

E mandigueiro

Quero ver voce jogar

 

Corô

E mandigueiro

Poi mandiga nesse jogo

E mandigueiro

Quero ver voce jogar

 

 

 

Capoeira eu não sou  daqui

 

Capoeira eu não sou  daqui,

eu sou de outro lugar

minha vida é a capoeira

eu vou onde o berimbau chamar

 

Corô

Capoeira eu não sou  daqui,

eu sou de outro lugar

minha vida é a capoeira

eu vou onde o berimbau chamar

 

nao mao levo berimbau

no peito os meus fundamentos

quem comanda o jogo da vida

é a força do meus sentimentos

 

Corô

 

meu pensamento é nela 

no peito ela palpita 

quando eu vejo uma roda

o meu  corpo logo se arrepia

 

 

No tempo que eu tinha dinheiro

 

No tempo que eu tinha dinheiro

IÁIÁ me chamava de amor

Agora o dinheiro acabou

IÁIÁ foi embora e me deixou

 

Corô

No tempo que eu tinha dinheiro

IÁIÁ me chamava de amor

Agora o dinheiro acabou

IÁIÁ foi embora e me deixou

 

 

meu mestre sempre me disse 

na vida só vale quem tem

pois agora eu não dinheiro

ando na vida sozinho e sem ninguém

os amigos eu tinha foram embora

a mulher que eu amava me deixou

pois agora eu só tenho a capoeira

que nunca me abandonou

e tenho meu berimbau

com ele eu faço canção

quando eu estou sozinho

ou triste na solidão

 

Na senzala um dia

Quem ja foi na Senzala um dia

sabe me dizer como é

 

Moendo cana ê

socando pilão

 

Corô

Moendo cana ê

socando pilão

 

O negro era escravizado

sob o olho do capitão

De dia trabalhava descalço

com os pés no chão

 

Moendo cana ê

socando pilão

 

Corô

 

O Negro sofria na senzala

sob a vista do coronel

Que olhava da sacada

Como um raio vem do céu

 

Moendo cana ê

socando pilão

 

Corô

 

Mas que vida era aquela

Hoje já não existe mais

Como era uns ficar

na mira de um capataz

 

Moendo cana ê

socando pilão

 

Gunga é meu, gunga é meu

 

Gunga é meu, gunga é meu

E meu é meu é meu

 

Corô

Gunga é meu, gunga é meu

 

Gunga é meu foi meu pai que me deu

 

Corô

 

O gunga e forte o esse gunga é meu

 

Capineiro

 

Capineiro de ioiô
Capineiro de iaiá


Corô

Capineiro de ioiô
Capineiro de iaiá


Não corte capim daí

 

Corô
Capineiro


Só corte quando eu mandar

 

Corô


Não mexa com marimbondo


Corô


No tronco do mangangá


Corô


Na fazenda do Sertão
A tristeza era demais

 

Corô
Na fazenda do Sertão
A tristeza era demais


Era a cana na moenda

 

Corô
Pra fazer garapa


Era milho no pilão

 

Corô
Pra fazer fubá


Eu andava sete léguas

 

Corô

Sem olhar pra trás


Cada passo que eu dava

 

Corô
Era um capataz

 

 

 

 

 

Canavie, corta cana pro feitor

 

Canavie, Canavie
O corta cana pro feitor

 

Corô

Canavie, Canavie
O corta cana pro feitor


No meio do canavial
Uma chance pra viver
Ou morria por lutar
Então cortava pra não morrer

 

Corô



E luta disfarcada de danca
Responde pro mau feitor
Com pontape e cabecada
Negro diz, não vou

 

Corô



Cansado pela dor
Faz doer o coracao
Ate de quem, nao viveu no tempo
Da triste escravidao

 

Jogo de negro

 

 

Chibata batia o sangue corria nas costas
O negro vivia cansado de apanhár
Ai foi que eles fugiram para os quilombos
Criaram a Capoeira arte de matar

Eh capoeira


Corô

Eh Jogo de negro
Capoeira era a arma
usada na escravidão
Eh Jogo de negro
que sentia a forca de
Zumbi no seu coraçao

Houve gente que morreu mesmo sem viver
Abria os olhos directo pra trabalhár
Cansados doentes famintos e sem amor
Liberdade naquele tempo só pra sónhádor

Corô


No rosto do negro correm lagrimas de sangue
Que lembra de tudo que ele passóu
Chegar na senzala e ver sua noiva violada
Pros caprichos de um homem rico ou de um féitor

Hoje a lua não brila no céu

 

Hoje a lua não brila no céu

Hoje meu berimbau não toco

Hoje meu pandeiro esta mudou

Hoje meu atabaque não falo

 

Lélé lélé lé lé

Lélé lélé lé ôô

 

Corô

Lélé lélé lé lé

Lélé lélé lé ôô

 

 

Hoje agachado ao pé do berimbau

Eu confeso que nã sentio aquela axé

Hoje a comunidade esta triste

Senti a faltado de tontonho de Maré

 

Lélé lélé lé lé

Lélé lélé lé ôô

 

Corô

 

Hoje meu Mestre na veio pra roda

Ate quem nao e de falta faltou

Hoje nem Mimba nem seu Pastinha

Veio por abenceu em seu jogador

 

Lélé lélé lé lé

Lélé lélé lé ôô

 

Corô

 

 

 

Auê auê auê auê ê

 

Auê auê auê auê ê, le le le le le le le o

 

Corô

Auê auê auê auê ê, le le le le le le le o

Ta no sangue da raça brasileira, capoeira

 

Corô

E da nossa cor 

Berimbau

Corô

Atabaque

Corô

Pandeiro

Corô

Mestre Bimba

Corô

Senhor Pastinha

São Bento me chama

 

São Bento me chama

São Bento me quer

São Bento proteja

Quem capoeira é

 

Corô

São Bento me chama

São Bento me quer

São Bento proteja

Quem capoeira é

 

 

Proteja quem já foi

E aquele que vem

E a todos aqui

E a capoeira também

 

Corô

 

E na Benguela

E no jogo de Angola

E na Regional

Não me deixe de fora

 

Corô

 

Mestre Bimba falou

E agora que entendi

Capoeira é o caminho

Quem quiser vai seguir

 

Corô

 

Martelo que derruba

Meia-lua que vai

Rasteira que vem

é um corpo que cai

 

 

 

Um dois tres

 

A palma etsava errada

Bimba parou otra vez

Bate essa palma direito

Que a palma de Bimba é um dois tres

Olha palma de Bimba

 

Corô

E um, dois, tres

 

A palma de Bimba

 

 

 Mundo enganador

 

Oi vivemos aqui nessa terra

Lutando pra sobreviver

O Lugar onde poucos têm muito

E muito sem ter o que comer

Olhando isso eu fico triste

Me pergunto qual é a solução?

Estou feliz por ter a capoeira

Como forma de expressão

Capoeira é uma arte

E arte é obra de Deus

 

Nesta terra eu não tenho muito

Mas tudo que eu tenho foi Deus que me deu

 

Nesta terra eu não tenho muito

Mas tudo que eu tenho foi Deus que me deu

 

Eu tenho um canarinho cantador

Berimbau afinado e um cavalo chotão

E um carinho da morena faceira que me deu

Seu amor e o menino chorão

Ah! Meu Deus quando eu partir

Desse mundo enganador

Pra meu filho eu deixarei

Uma coisa de valor, é é é 

 

 

Não é dinheiro, não é ouro, não é prata.

É um berimbau maneiro que eu ganhei do meu avô.

 

Corô

Não é dinheiro, não é ouro, não é prata.

É um berimbau maneiro que eu ganhei do meu avô.

 

 

Ô, ô, ô, Meu berimbau que toca Iúna e benguela

Toca paz, e toca guerra e toca até chula de amor.

 

 

laê laê la

 

Luanda ê meu povo

Luanda ê para

O teresa samba deitada

O idalinha samba de pé

E la no cais da Bahia

Nã tem lelê não tem nada

Não tem lele nem lala

O laê laê la

 

Corô

O lelé    

 

 

Me ajuda por favor

 

Me ajuda por favor

Que estou passando mal

Estou com capoeira

E febre de berimbau

 

Corô

Me ajuda por favor

Que estou passando mal

Estou com capoeira

E febre de berimbau

 

Estou com capoeira

Se quiser venha pegar

Mas não me dê remedio

Que eu não quero melhorar

 

Corô

 

A minha cabeça é roda

Minha boca quer cantar

Minha mão já bate palma

O meu pé já quer jogar

 

Corô

 

Estou com capoeira

E febre de berimbau

Já até estou delirando

Com jogo da Regional

 

Corô

 

Já sei qual é remedio

Que eu vou tomar

É treino e muita aula

Com Mestre no humaitá

 

 

 

Dona Maria como vai você

 

Vai voce vai voce

 

Corô

 

Olha joga ligeiro que eu quero ver

 

Corô

 

Joga bonita que eu quero aprender

 


 

Malandragem

 

Malandragem só sai daqui

Quando essa roda acabar

Se o meu mestre disser Iê

Ou se Cavalaria tocar

 

Capoeira é antiga arte

Foi o negro inventando

Me diga quem é brasileiro

E não tem um pouco de malandro

Malandragem

Corô

Oi malandro, é malandro

Capoeira

Corô

Na Bahia

Corô

Na ladeira

Corô 

Malandragem

Corô

 

Ê, finge que vai mas não vai

Bicho vem e eu me faço de morto

Mas se a coisa apertar

Pra Deus eu peço socorro

 

Entro e saio sem me machucar

Subo e desço sem escorregar

Vou louvando o criador da mandinga

O malandro que inventou a ginga

E a malandragem

Oi malandro, é malandro

Capoeira

Corô

Na Bahia

Corô

Na ladeira

Corô 

Malandragem

Corô 

 

O sol faz o chão esquentar

Calma moça, chuva vem esfriar

Expressão do rosto da menina

Ao saber que essa é a minha sina

 

Bato forte não devagar

Cuidado quando se levantar

Berimbau já fez sua cantiga

Coração me impulsa pra cima

E a malandragem

 

 

 

 

Eu sou movido pela capoeira

 

Eu sou movido pela capoeira

Eu sou corôpelo berimbau

 

Na ladainha de Angola

Nas quadras da regional

No gingar do capoeira

No toque do berimbau

 

corô 

 

O mundo fica pequeno

Quando a roda comeca

Expresso o meu sentimento

Deixo o meu corpo falar

 

corô 

 

Eu comecei por brincadeira

Comecei sem emocao

Mais depois a capoeira

Conquistou o meu coracao

 

corô 

 

O berimbau e quem me chama

E a capoeira quem me leva

E ao meu deus eu agradeco

Ao lugar que me levar

 

corô 

 

Eu escolhi a capoeira

Porque ela me escolheu

Olhei pra ela ela sorriu 

E naquele instante me acolheu

 

corô 

 

Leva morena me leva

 

Leva morena me leva, me leva pro seu bangalo

Oi meu leva morena me leva que hoje faz frio amanha faz calor

 

Corô

Leva morena me leva, me leva pro seu bangalo

 

Me leva morena me leva que eu sou capoeira ja disse que sou

 

Corô

 

Me leva morena me leva hoje eu sou povre amanha sou doutor

 

Quando berimbau chamar

 

Quando o berimbau chamar

Vamos vadiar ioio

Quando o berimbau chamar

Vamos vadiar ioio

 

Corô

Quando o berimbau chamar

Vamos vadiar ioio

Quando o berimbau chamar

Vamos vadiar ioio

 

Vamos vadiar benguela

Vamos vadiar sao bento

Se for pra vadiar na angola

Jogo de fora e jogo de dentro

Corô

 

Meu mestre quando toca o gunga

Parece uma coisa só

O mestre com berimbau

E o berimbau com mestre fica ainda melhor

Corô

 

O coro quando é bem respondido

Faz o corpo arrepiar

O canto quando é lamento faz capoeira chorar

Corô

 

Voce que leva a capoeira

Como sua filosofia

Faça dela com certeza o seu verdadeiro guia

Corô

 

O jogo quando tem mandinga

Se chama vadiação

Não se joga com o corpo se joga com o coração

 

A hora e essa

 

A hora e essa, a hora e essa

A hora e essa, a hora e essa

 

Corô

A hora e essa, a hora e essa

A hora e essa, a hora e essa

 

Berimbau toco na capoeira

Berimbau toco, eu vou jogar

 

Corô

Berimbau toco na capoeira

Berimbau toco, eu vou jogar

 

Foi na bahia

 

Foi na Bahia que eu mandei fazer
Foi na Bahia que eu mandei preparar
Meu patuá meu pai meu patuá
Meu patuá pra me proteger

Corô
Foi na Bahia que eu mandei fazer
Foi na Bahia que eu mandei preparar
Meu patuá meu pai meu patuá
Meu patuá pra me proteger

 

Fui convidado pra uma roda de gingante
Com dois pandeiros e três berimbaus
E um atabaque tocando maneiro e sereno
É a roda que já vai começar

 

Corô

Era domingo, era um dia de oferendas
E eu levei flores pra iemanjá
Fui celebrar Janaina, Rainha menina
Iemanjá que é a dona do mar

 

Corô

 

E na Bahia um mestre velho mandingueiro
Abriu a roda, fazendo uma louvação
Cantou bem forte o lamento
Me dando a benção
Era a hora de eu sair pra jogar

 

Corô

 

Meu patuá é meu berimbau sagrado
É minha vida e também o meu cantar
É os meus amigos sorrindo
Sempre junto comigo, na volta que o mundo dá

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tem cobra enrolada no toco

 

Tem cobra enrolada no toco

Abre o olho seu moço

Abre o olho seu moço

Abre o olho seu moço

 

Corô

Tem cobra enrolada no toco

Abre o olho seu moço

Abre o olho seu moço

Abre o olho seu moço

 

A cobra na capoeira 

E um sinal de périgo 

Peconhenta e traicoeira

Abra o olho meu amigo

 

Corô

 

Pénsei que foi Sucuri

Jararaça e que não foi

Agora acabei de ver 

A Urutu matou meu boi 

 

Corô

 

Pode ser a cascavel

Cobra coral, Járacucu

Mas o bote mas cruel

E a tal da Urutu

 

 

LAUÊ (SER MESTRE)

 

Tarefa difícil mas não impossível
Ser mestre exige sacríficio
Ser mestre é feito com dedicação
Ser mestre é feito com o coração... oi lele laia


Corô

La lauêê lauêê laia

Você ensinando aprende também
Você ensinando faz bem a alguém
E vai semeando ao alunos seus
Um pouco de paz um pouco de Deus

Corô

Se um dia eu cair
Me de a sua mão
Me ajuda a levanter
Pra jogar capoeira la laê laiá

 

 

 

Roda do Barração 

 

Vinhá de Ilha de maré

Pelas praias da ribeira

Pescador estivador

Para as rodas de Capoeira

 

Corô

Vinhá de Ilha de maré

Pelas praias da ribeira

Pescador estivador

Para as rodas de Capoeira

 

Se andar malandriado 

No corpo sua proteção

No chápéu uma navalhá

Uma estrela de Salomão

 

Corô

 

Passado de tradição

Uma vida traicoeira

De oficio Artesão

Da Arte da Capoeira

 

Corô

 

Domingo dia de festá

Malandragem vadiação

Alegria e camaradagem 

Na roda do barração

 

Corô

 

Seu nome sera lembrado

Morreu não esta más aqui

Nas pinturas de Caribe

Nas fotos do Fatumbi

 

 

 

Quando meu mestre se foi

 

Quando meu mestre se foi

Toda Bahia chorou

 

Corô

Ia iaaa io iooo, ia iaaa io iooo

 

Menino com quem tu aprendeu

Menino com quem tu aprendeuaprendeu a jogar capoeira, aprendeu

Quem me ensinou ja morreu

Quem me ensinou ja morreu

O seu nome esta gravado

Na terra onde ele nasceu

Salve mestre Bimba

E a ilha de Maré

E o mestre quem me ensinou

A mandiga de bater com pé

Ia ia io io

 

Corô

 

Mandigueiro cheio de malevolência

Era ligeiro o meu mestre

Jogava conforme a cadencia

Do bater do berimbau

Salve o Mestre Bimba

Criador da regional

Salve o Mestre Bimba

Criador da regional

Ia ia io io

 

Corô

 

Aprendeu meia-lua aprendeu

Martelo e rabo de arraia

Jogava no pé da ladeira

Muitas vezes na beira da praia

Salve São Salvador salve a Ilha de Maré

Salve o mestre quem me ensinou a mandiga de bater com pé

Ia ia io io

 

 

Eu vim aqui buscar

 

Eu vim aqui buscar um poquinho de dendê

Corô

Pra passar na capoeira um poquinho de dendê

Corô

Pra passar no atabaque um poquinho de dendê

 

 

Vou no balanço das ondas

Vou no balanço das ondas

Vou no balanço do mar

Eu, vou, vou no balanço do mar

 

Corô

Vou no balanço das ondas

Vou no balanço do mar

Eu, vou, vou no balanço do mar

 

Eu vou jogando capoeira

Seguindo o meu ideal

Vou na energia da roda

No balanço do berimbau

 

Corô

 

Ouvindo as histórias do mestre

Imaginado onde posso chegar

Dou asas ao meu pensamento

Sou livre pra voar

 

Corô

 

O vento que sopra na praia

Na areia balança o coqueiro

E o toque do gunga na roda

balança o jogador primeiro

 

Corô

 

Aprendo com o mestre jogando

Artista pintando uma tela

Se hoje no mar sou jangada

Amanhã caravela

 

 

 

Nhem nhem nhem

 

 

Chora menino

 

Corô

Nhem nhem nhem

 

Cala a boca menino

 

Corô

 

Chora mas vou bater

 

 

 Mareinheiro sou

 

La vem la vem

 

Corô

Marinheiro sou

 

Eu não sou daqui

 

Corô

 

Eu não tem amor

 

Corô

Eu sou da Bahia

 

Corô

 

De São Salvador

 

Corô

 

O marinheiro marinheiro

 

 

 

 

Paranauê, paranauê parana

 

Vou dizer minha mulher parana

Capoeira me venceu parana

Coro : Paranauê, paranauê parana

Ela que bateu o pé firme, parana

Isso não acontecer parana

 

Corô

Paranauê, paranauê, parana

 

E de vera que o morro parana

Se mundou para a cidade parana

 

Corô

 

Tem batuque todo dia parana

Multa de qualidade parana

 

Corô

 

Minha mãe e mulher velha parana

Fecha porta e dorme cedo parana

 

Corô

 

A mulher pra ser bonita parana

Não precisa se pintar parana

 

 

 

Eu vim relampuê

 

O capoeira e difficil de apanhar

Aqui sem raio bonito que aparecer beira mar

Deu um armada meia-lua uma ponteira

Faz a chuve o faz o sol

Mais eu sou capoeira

Eu vim relampue, Eu vim relampia

 

Corô

Eu vim relampue, Eu vim relampia

 

Eu vim chuve eu vim molhar

 

Corô

Eu vim relampia

 

A capoeira vou jogar

 

Corô

 

O berimbau eu vou tocar

 

 

Boa viagem

 

Adeus adeus

 

Corô

Boa viagem

 

Eu vou me embora

 

Corô

 

Eu vou com deus

 

Corô

 

 

meu mestre quer ver voce balançar

 

Luta que era o mato ê ê

Violencia para não morrer

Capoeira no Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão

Capoeira tem roda aberta pra quem quer jogar

O meu mestre quer ver voce balancar

 

Corô

O meu mestre quer ver voce balançar

 

Angola angoleiro, benguela regional

Chamada para o camarada

O meu mestre quer ver voce balancar

 

 

Vou pra maré

 

Mãee eu vou pra maré
Eu vou pra maré
Eu vou pra maré eh
Eu vou pra maré

Corô
Mãee eu vou pra maré
Eu vou pra maré
Eu vou pra maré eh
Eu vou pra maré

 

No balance do balança
O meu barco segue em frente
O naufrágio não me assombra
Vô buscar o peixe da minha gente


Corô


Fala das coisas da vida
E das coisas que acontecem
Me remete o pensamento
O que não me mata fortalece


Corô

Se o mar não está pra peixe
Só me resta esperar
Fico na boca da areia
Esperando a maré baixar


Corô
Ao olhar pro horizonte
Vejo a imensidão do mar
Posso até fechar meus olhos
Vejo a onde vou chega


Corô
Vô pra tirar o mal olhada
E afastar todas mazelas
Quando vô a beira do mar
Eu nunca esqueço dela.

 

 

O â o â ê

 

O â o â ê

Ja batei quero ver cair

 

Corô

O â o â ê

 

Quero ver bater quero ver cair

 

 

 

Pula ê Pula là

 

Perere pula no mato

Perere pula no mato

Sabia no laranjeiro

Quero ver pular na roda

Pra jogar a capoeira

Pula ê Pula là

Capoeira eu não pode parar

 

Corô

Pula ê Pula là

 

olha pula seu moço do jeito que dà

 

Corô

Capoeira parado não da

 

Olha pula pra li olha pula pra cà

 

 

 

 

Lembra eu lembra

 

E… se quiser falar de mim

Se quiser falar de mim

Cuidado pra não pecar

Eu nunca falei do sê

Pra você de mim falar

Mais a vida é mesmo assim

A gente tem que escutar

Fala bem ou fala mal

O que importa é lembrar

Mais Lembra eu lembra

 

Corô

Lembra eu lembra

 

Ate se falar de mim

Corô

 

Até se for de você

Corô

 

Se falar da capoeira

Corô

 

Ou falar da vida alheia

 

 

 

 

 

 

 

 

Capoeira é beleza

 

Capoeira não sai da minha cabeça

Capoeira não sai do meu coração

Capoeira e jogo mandigueiro

Capoeira e jogo de irmão

Capoeira

 

Corô

E beleza

 

Capoeira               

 

Corô

E tradição

 

Capoeira

 

Corô

Tem fundamentos

 

Capoeira

 

Corô

E vibração

 

Para ser bom capoeiraaaa

Não baster tem aptidão

Tem que trainar com alma

E jogar com o coração

Capoeira

 

Corô

E beleza

 

Capoeira               

 

Corô

E tradição

 

Capoeira

 

Corô

Tem fundamentos

 

Capoeira

 

Corô

E vibração

 

 

 

 

 

Mandei, Mandei Benzer

Mandei benzer meu berimbau na capela,
Mandei…

Mandei, Mandei Benzer
Mandei benzer meu berimbau na capela,

 

Corô

Mandei, Mandei Benzer
Mandei benzer meu berimbau na capela,

 

Tocava meu berimbau, quando o arame se quebrou
era sinal de coisa ruim, mais eu não quis acreditar,
toda vez que eu tocava o berimau, o arame voltava a se quebrar.
eu levei meu berimbau, numa capela pra benzer, e pedir para São Bento do mal vim me proteger, mandei…

 

Corô

 

Eu pedi pra São Bento,


Corô

Benzer


eu pedi pra São Bento,


Corô

guardar 


eu pedi pra São Bento,


Corô

benzer

 

 

 

bate no batuque

 

 

O mania de fazer batuque

O mania de querer bater

O bate...

O bate, bate no batuque

O bate quero ver bater

 

Corô

O bate, bate no batuque

O bate quero ver bater

 

Quero ver, quero ver, quero ver

 

 

 

 

 

Foi no clarão da lua

 

Foi, Foi no clarão da lua
que eu vi acontecer
num vale-tudo com o jiu-jitsu
o Capoeira vencer, mas foi

 

Corô

Foi, Foi no clarão da lua
que eu vi acontecer
num vale-tudo com o jiu-jitsu
o Capoeira vencer

 

Deu armada, deu rasteira
meia lua e a ponteira
Logo no primeiro round
venceu o Capoeira
Em baixo do ringue
o mestre Bimba vibrava
tocando seu berimbau
enquanto a gente cantava, mas foi

 

Quem vem lá

 

Quem vem lá, sou eu
Quem vem lá, sou eu
Berimbau mais eu
Capoeira sou eu

Corô

Quem vem lá, sou eu
Quem vem lá, sou eu
Berimbau mais eu
Capoeira sou eu


Eu venho de longue
Venho da Bahia
Jogo Capoeira
Capoeira sou eu

 

Corô

Mais sou eu, sou eu


Corô

Quem vem lá

 

Eu sou brevenuto

 

Corô

Montado a cavalo


Corô

Fumando a charuto

 

Corô

Mais sou eu, sou eu

 

Berimbau do mestre Valdemar 

 

Le-le-le-le-le-le
Le-le-le-le-le-le
Le-le-le-le-le-le
Le-le-le-le-le-le

 

Corô

Le-le-le-le-le-le
Le-le-le-le-le-le
Le-le-le-le-le-le
Le-le-le-le-le-le


Mas Eu fui na Bahia pra tocar 


Corô

Berimbau do mestre Valdemar 


Eu fui na Bahia pra tocar 


Corô


E minha viola 
Que eu não canso de tocar 
Quando bate uma saudade 
De mestre Waldemar 
Mas Eu fui na Bahia pra tocar 


Corô


Cada toque e um lamento 
Parecia solidão 
Waldemar levava vida 
Com seu berimbau na mão 
Eu fui na Bahia pra tocar 


Corô


Eu fui na Bahia pra tocar 


Corô


Hoje eu digo a vocês 
E recordo a todos nos 
Quem ganhou um berimbau 
De Waldemar foi boa voz 
Eu fui na Bahia pra tocar